terça-feira, 5 de abril de 2011

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Ele mexe, rebola, agita o mundo, um mundo ainda pequeno, o seu mundo neste nosso cantinho, no nosso mundo... o meu bebé!
... de facto ainda não é o bebé que podemos tocar e pegar (apesar de ansioso já estar), o bebe físico sabem... aquele a quem possa coisinhas fazer (apesar de já me meter com ele, chegando mesmo a interagir ... coisas de pré-papá), mas sem dúvida, e desde algum tempo, que é o meu bebé (perdão... o nosso bebé! Pois só é meu graças a uma cara metade que todos os dias o alimenta, protege e ama (a ele e a mim) ... a "minha" cara metade!)

... os primitos reguilas já com ele tentam pegar, ainda que só o possam fazer com pequenos (grandes) gestos, já a ele se dirigem para, no carinho de seus pequenos actos, encontrarem o nosso olhar de embevecimento e gratidão por tamanha alegria que conseguimos partilhar...

Ainda não sou pai, pai progenitor, pois ainda não tenho filhos, de facto a verdade é essa, mas que sentimento é este que nos invade, forte e bruto à bruta, chegando a violentar a nossa razão por tão forte nos fazer sentir?
Que sentir é este? Que poder sem razão me faz suspirar, na simples memória de uma imagem de um ventre que cresce, é este?
Que angustia é esta que nos damos ao luxo de sentir por alguém que ainda não vimos, não conhecemos, nunca tocámos simplesmente sentimos... só pode ser um grande amor! Aquele amor que não tem rosto, nem voz, resumindo-se a um forte sentir. Talvez como ter nosso coração noutro lugar que não dentro de um tórax por tecidos revestido... sei lá! Ainda não sou pai! Mas pai me sinto...

Ps. no fim de semana, ao aproximar me daquela barriguinha redondinha para um gesto de carinho, um beijo gordinho lhe dar... o malandro dá-me um biqueiro mesmo no nariz... :) (até me emocionei) aos que nunca sentiram um gesto tal tenho dificuldades em transmitir quanto nos toca um simples movimento assim... partilho convosco a minha alegria, uma alegria que transborda, ansiosamente, neste copo que é a minha vida de hoje!

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