segunda-feira, 11 de abril de 2011

belos fins de tarde...

... fim de tarde, enquanto uma brisa amena nos acaricia o rosto, a jovem barriguinha aquece com os últimos raios de sol. Lá dentro o nosso rebento "o fruto do amor" (lindo hein! é que de facto há outros que não o são) regozija de prazer (...digo eu!)...

Só faltam 3 meses... (só!? ... triste eufemismo) ou seja são mais de 90 dias, e se me custa por vezes estar um minuto a pensar no dia em que iremos conhecer o "Joãozinho" (aka Feijãozito), imaginem que ainda me faltam mais de 125.000 minutos até ao tempo previsto... (ãinnn)

No entanto, momentos há em que a angustia da espera esmorece, quase se eclipsa por entre os momentos de prazer a dois. Solinho, temperatura amena, um som de um mar que quase nos embala, dois corpos, e mais um, num final de dia tranquilo em que apetece já brincar com quem ainda nem nos vê... mas connosco já brinca. Perco me em toques e caricias naquele ventre fofinho, a interacção (que admito poder ser aparente ou fruto de uma imaginação criativa) parece que ocorre sempre que com ele falamos. Pela manha a mamã dá-lhe musica, ao final da tarde o papá faz festinhas... (a vida, essa segue)

O feijãozito cresce, com ele crescemos também nós enquanto homens (mulheres) seres humanos conscientes da pequenez em que nos encontramos. Efémeros esporos em dia de vendaval procuramos a dois, no universos das nossas inexperientes relações de pré-papás, encontrar o caminho, o melhor caminho, o nosso caminho nesta aventura em que vivemos. Não é certamente uma aventura desprovida de alguns sobressaltos, mas também nos molda o carácter enquanto lima algumas arestas mais aguçadas. Para mim tudo mais fácil, não tenho dores de ventre, pressão no nervo ciático, veias que inflamam, dores disto e daquilo... enfim coisas de grávida, pois isso não tenho. Tenho pressa, isso tenho, uma pressa lenta, aquela em que apesar de querermos a meta passar, tememos o tiro da partida...

terça-feira, 5 de abril de 2011

...

Ele mexe, rebola, agita o mundo, um mundo ainda pequeno, o seu mundo neste nosso cantinho, no nosso mundo... o meu bebé!
... de facto ainda não é o bebé que podemos tocar e pegar (apesar de ansioso já estar), o bebe físico sabem... aquele a quem possa coisinhas fazer (apesar de já me meter com ele, chegando mesmo a interagir ... coisas de pré-papá), mas sem dúvida, e desde algum tempo, que é o meu bebé (perdão... o nosso bebé! Pois só é meu graças a uma cara metade que todos os dias o alimenta, protege e ama (a ele e a mim) ... a "minha" cara metade!)

... os primitos reguilas já com ele tentam pegar, ainda que só o possam fazer com pequenos (grandes) gestos, já a ele se dirigem para, no carinho de seus pequenos actos, encontrarem o nosso olhar de embevecimento e gratidão por tamanha alegria que conseguimos partilhar...

Ainda não sou pai, pai progenitor, pois ainda não tenho filhos, de facto a verdade é essa, mas que sentimento é este que nos invade, forte e bruto à bruta, chegando a violentar a nossa razão por tão forte nos fazer sentir?
Que sentir é este? Que poder sem razão me faz suspirar, na simples memória de uma imagem de um ventre que cresce, é este?
Que angustia é esta que nos damos ao luxo de sentir por alguém que ainda não vimos, não conhecemos, nunca tocámos simplesmente sentimos... só pode ser um grande amor! Aquele amor que não tem rosto, nem voz, resumindo-se a um forte sentir. Talvez como ter nosso coração noutro lugar que não dentro de um tórax por tecidos revestido... sei lá! Ainda não sou pai! Mas pai me sinto...

Ps. no fim de semana, ao aproximar me daquela barriguinha redondinha para um gesto de carinho, um beijo gordinho lhe dar... o malandro dá-me um biqueiro mesmo no nariz... :) (até me emocionei) aos que nunca sentiram um gesto tal tenho dificuldades em transmitir quanto nos toca um simples movimento assim... partilho convosco a minha alegria, uma alegria que transborda, ansiosamente, neste copo que é a minha vida de hoje!