... fim de tarde, enquanto uma brisa amena nos acaricia o rosto, a jovem barriguinha aquece com os últimos raios de sol. Lá dentro o nosso rebento "o fruto do amor" (lindo hein! é que de facto há outros que não o são) regozija de prazer (...digo eu!)...Só faltam 3 meses... (só!? ... triste eufemismo) ou seja são mais de 90 dias, e se me custa por vezes estar um minuto a pensar no dia em que iremos conhecer o "Joãozinho" (aka Feijãozito), imaginem que ainda me faltam mais de 125.000 minutos até ao tempo previsto... (ãinnn)
No entanto, momentos há em que a angustia da espera esmorece, quase se eclipsa por entre os momentos de prazer a dois. Solinho, temperatura amena, um som de um mar que quase nos embala, dois corpos, e mais um, num final de dia tranquilo em que apetece já brincar com quem ainda nem nos vê... mas connosco já brinca. Perco me em toques e caricias naquele ventre fofinho, a interacção (que admito poder ser aparente ou fruto de uma imaginação criativa) parece que ocorre sempre que com ele falamos. Pela manha a mamã dá-lhe musica, ao final da tarde o papá faz festinhas... (a vida, essa segue)
O feijãozito cresce, com ele crescemos também nós enquanto homens (mulheres) seres humanos conscientes da pequenez em que nos encontramos. Efémeros esporos em dia de vendaval procuramos a dois, no universos das nossas inexperientes relações de pré-papás, encontrar o caminho, o melhor caminho, o nosso caminho nesta aventura em que vivemos. Não é certamente uma aventura desprovida de alguns sobressaltos, mas também nos molda o carácter enquanto lima algumas arestas mais aguçadas. Para mim tudo mais fácil, não tenho dores de ventre, pressão no nervo ciático, veias que inflamam, dores disto e daquilo... enfim coisas de grávida, pois isso não tenho. Tenho pressa, isso tenho, uma pressa lenta, aquela em que apesar de querermos a meta passar, tememos o tiro da partida...
